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Criamos esse espaço para dar oportunidade a você, visitante do nosso site, a esclarecer suas dúvidas com relação a treino, dieta, esporte e saúde.

Você pergunta, o profissional, ou atleta responde. Faça você também a sua pergunta! É só enviar um email para: lextreme.net@terra.com.br

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ATENÇÃO
As dicas aqui publicadas foram escritas por profissionais e atletas, mas de forma alguma substituem a opinião de seu médico ou nutricionista. Respeite sua individualidade, e evite fazer mal a sua saúde. Não nos responsabilizamos pelo uso indevido das informações contidas nesse site.


OUTUBRO 2008


Marília Coutinho
Doutora, Ph.D., Socióloga, Bióloga, Pesquisadora,
Escritora, Atleta.

Gabriel Patriota 27/10/2008

Cara, agradeço muito as resposta, com certeza o site está se fortificando como um dos melhores, através de respostas simples, objetivas e por profissionais da melhor qualidade.

Vou deixar uma pergunta a uma grande discussão em  dietas de definição. Muitos condenam o carbo nessa época usando como fonte de energia só a gordura.

Ai vai minha pergunta:

Até que ponto essa dieta ZERO carbo e eficaz, qual seu malefício, quais as melhores fontes de consumo dessa gordura?


Olá Gabriel, agradeço pela parte que me toca e acredito falar por toda equipe.

À sua pergunta: não há uma resposta simples para isso. Existem duas categorias de resposta, uma mais clínica e uma mais especificamente ligada ao bodybuilding, que é o esporte onde a definição é critério de avaliação na arbitragem. Em todos os esportes por categoria de peso, onde de fato ocorre uma preocupação de atletas e técnicos com a massa corporal, a definição conta pouco. É a balança, mesmo, que importa. Dificilmente um atleta de lutas ou de força fará restrição de carbo radical, optando até mesmo pela restrição de sal e desidratação temporária.

Em 2006 eu fiz uma pequena revisão da literatura no que diz respeito à restrição de carboidrato e esportes de força e explosão (Restrição de carboidrato e treinamento de força - http://mariliacoutinho.livejournal.com/33569.html ). Minha conclusão é que as evidências da literatura são muito inconsistentes até hoje, prevalecendo à controvérsia e ausência de consenso. O “consenso prático” é que a restrição afeta bastante. Podemos explorar as causas em outra ocasião.

Esse preâmbulo teve como objetivo circunscrever a aplicação deste tipo de prescrição de dieta como próprio ao bodybuilding ou a situações clínicas específicas, como certas neuropatias ou a diabetes tipo 2.

No bodybuilding você encontrará as “escolas” de preparadores. Alguns são ferrenhos defensores de dietas cetogênicas na linha da “dieta metabólica” de Mauro Di Pasquale. Mauro Di Pasquale não é nenhum idiota, tem não apenas pedigree acadêmico respeitabilíssimo como larga experiência em esportes, inclusive os de força como powerlifting (veja: http://www.metabolicdiet.com/maurodipasquale.htm e http://www.bodybuilding.com/fun/md.htm ).

Algumas suposições caíram por terra nos últimos anos, como o “efeito fim-de-semana-off com leptina”. Não funciona: a ação metabolicamente estimulante do aumento de leptina durante o fim de semana “lixo” dura algumas horas, insuficientes para dar conta do estrago que você causou.

Independente das escolas, a depleção de carbo pré-contest é quase sempre presente na preparação de bodybuilders – o que varia é o tempo e como é administrada. Logo após, ocorre a super-compensação, que também é delicada, pois se mal administrada pode causar a perda do título de um potencial campeão.

Para o praticante recreacional, recomendo ler o livro de Mauro Di Pasquale e depois seus críticos. Tudo que ele argumenta faz sentido, mas eu pessoalmente vi atletas de força se darem muito mal com qualquer regime de restrição de carbo. Resta saber se isso foi devido a má administração do programa ou se vários dos motivos levantados pelos críticos (principalmente relacionados ao déficit energético para células tipo 2, de contração rápida) podem ter fundamento.

No caso das situações clínicas, não há dúvida de que é uma abordagem válida, e só endocrinologistas muito ultrapassados não seguem essa prescrição. Infelizmente, são a maioria em nosso país.

Gorduras “do bem” e “do mal” também são foco de controvérsia, mas para ficar num terreno seguro, é bom evitar gorduras trans. Elas são geradas principalmente pela hidrogenação de gorduras vegetais e ficam “escondidas” em tudo quanto é porcaria, como biscoitinhos e salgadinhos. Não coma. Se tiver que passar qualquer gosma no pão, melhor manteiga do que margarina (dos males, o menor).

Fontes boas, sem muita briga, são os peixes de águas frias (salmão, atum, etc), nozes e castanhas, alguns óleos e gorduras vegetais.

As “wonder fats” (gorduras maravilhosas) muitas vezes são modas temporárias, mas pode-se escrever livros e livros sobre elas, que incluem os ômega 3 (e 6 também, teve seu tempo), óleo de coco, de abacate, etc. etc.

Abaixo estão algumas referências recentes do pubmed, que podem ajudar a entender um pouco a situação.

Marilia

Neuroprotective and disease-modifying effects of the ketogenic diet

Maciej Gasior, Micha el A. Rogawski, and Adam L. Hartman

Behav Pharmacol. Author manuscript; available in PMC 2008 May 5.

PMCID: PMC2367001

Published in final edited form as: Behav Pharmacol. 2006 September; 17(5-6): 431–439.

Manuscript: | Abstract | Full Text | PDF–89K |

Comparison of energy-restricted very low-carbohydrate and low-fat diets on weight loss and body composition in overweight men and women

JS Volek, MJ Sharman, AL Gómez, DA Judelson, MR Rubin, G Watson, B Sokmen, R Silvestre, DN French, and WJ Kraemer

Nutr Metab (Lond). 2004; 1: 13. Published online 2004 November 8. doi: 10.1186/1743-7075-1-13.

PMCID: PMC538279

| Abstract | Full Text | PDF–387K | Supplementary Material |

Growth of human gastric cancer cells in nude mice is delayed by a ketogenic diet supplemented with omega-3 fatty acids and medium-chain triglycerides

Christoph Otto, Ulrike Kaemmerer, Bertram Illert, Bettina Muehling, Nadja Pfetzer, Rainer Wittig, Hans Ullrich Voelker, Arnulf Thiede, and Johannes F Coy

BMC Cancer. 2008; 8: 122. Published online 2008 April 30. doi: 10.1186/1471-2407-8-122.

PMCID: PMC2408928

| Abstract | Full Text | PDF–614K | Supplementary Material |

A ketogenic diet reduces amyloid beta 40 and 42 in a mouse model of Alzheimer's disease

Ingrid Van der Auwera, Stefaan Wera, Fred Van Leuven, and Samuel T Henderson

Nutr Metab (Lond). 2005; 2: 28. Published online 2005 October 17. doi: 10.1186/1743-7075-2-28.

PMCID: PMC1282589

| Abstract | Full Text | PDF–311K |

Comparison of a low carbohydrate and low fat diet for weight maintenance in overweight or obese adults enrolled in a clinical weight management program

James D LeCheminant, Cheryl A Gibson, Debra K Sullivan, Sandra Hall, Rik Washburn, Mary C Vernon, Chelsea Curry, Elizabeth Stewart, Eric C Westman, and Joseph E Donnelly

Nutr J. 2007; 6: 36. Published online 2007 November 1. doi: 10.1186/1475-2891-6-36.

PMCID: PMC2228297

| Abstract | Full Text | PDF–276K |

Comparison of isocaloric very low carbohydrate/high saturated fat and high carbohydrate/low saturated fat diets on body composition and cardiovascular risk

Manny Noakes, Paul R Foster, Jennifer B Keogh, Anthony P James, John C Mamo, and Peter M Clifton

Nutr Metab (Lond). 2006; 3: 7. Published online 2006 January 11. doi: 10.1186/1743-7075-3-7.

PMCID: PMC1368980

| Abstract | Full Text | PDF–451K |

Nonequilibrium thermodynamics and energy efficiency in weight loss diets

Richard D Feinman and Eugene J Fine

Theor Biol Med Model. 2007; 4: 27. Published online 2007 July 30. doi: 10.1186/1742-4682-4-27.

PMCID: PMC1947950

| Abstract | Full Text | PDF–583K |

BRIEF REPORT: Nutrition and Weight Loss Information in a Popular Diet Book: Is It Fact, Fiction, or Something in Between?

Sarah L Goff, Joanne M Foody, Silvio Inzucchi, David Katz, Susan T Mayne, and Harlan M Krumholz

J Gen Intern Med. 2006 July; 21(7): 769–774. doi: 10.1111/j.1525-1497.2006.00501.x.

PMCID: PMC1924692

| Abstract | Full Text | PDF–95K |

Low-carbohydrate diet in type 2 diabetes: stable improvement of bodyweight and glycemic control during 44 months follow-up

Jörgen V Nielsen and Eva A Joensson

Nutr Metab (Lond). 2008; 5: 14. Published online 2008 May 22. doi: 10.1186/1743-7075-5-14.

PMCID: PMC2424054

| Abstract | Full Text | PDF–272K |

Protein Intake during Energy Restriction: Effects on Body Composition and Markers of Metabolic and Cardiovascular Health in Postmenopausal Women

Anne K. Mahon, Michael G. Flynn, Laura K. Stewart, Brian K. McFarlin, Heidi B. Iglay, Richard D. Mattes, Roseann M. Lyle, Robert V. Considine, and Wayne W. Campbell

J Am Coll Nutr. Author manuscript; available in PMC 2008 September 29.

PMCID: PMC2556253

Published in final edited form as: J Am Coll Nutr. 2007 April; 26(2): 182–189.

Manuscript: | Abstract | Full Text | PDF–323K |

Effects of low carbohydrate diets high in red meats or poultry, fish and shellfish on plasma lipids and weight loss

Bridget A Cassady, Nicole L Charboneau, Emily E Brys, Kristin A Crouse, Donald C Beitz, and Ted Wilson

Nutr Metab (Lond). 2007; 4: 23. Published online 2007 October 31. doi: 10.1186/1743-7075-4-23.

PMCID: PMC2174488

| Abstract | Full Text | PDF–356K |

A low-carbohydrate, ketogenic diet to treat type 2 diabetes

William S Yancy, Jr, Marjorie Foy, Allison M Chalecki, Mary C Vernon, and Eric C Westman

Nutr Metab (Lond). 2005; 2: 34. Published online 2005 December 1. doi: 10.1186/1743-7075-2-34.

PMCID: PMC1325029

| Abstract | Full Text | PDF–254K |

Physiogenomic analysis of weight loss induced by dietary carbohydrate restriction

Gualberto Ruaño, Andreas Windemuth, Mohan Kocherla, Theodore Holford, Maria Luz Fernandez, Cassandra E Forsythe, Richard J Wood, William J Kraemer, and Jeff S Volek

Nutr Metab (Lond). 2006; 3: 20. Published online 2006 May 15. doi: 10.1186/1743-7075-3-20.

PMCID: PMC1479825

| Abstract | Full Text | PDF–328K |

Low carbohydrate diets improve atherogenic dyslipidemia even in the absence of weight loss

Richard D Feinman and Jeff S Volek

Nutr Metab (Lond). 2006; 3: 24. Published online 2006 June 21. doi: 10.1186/1743-7075-3-24.

PMCID: PMC1488852

| Abstract | Full Text | PDF–287K |


 


Lauro Britto
Professor de Musculação
Personal Trainer
Preparador Técnico de Fisiculturismo

Lauro, vi uma entrevista com fisiculturistas na TV, e o que me deixou na duvida é que um deles falou que durante o treino eles bebem água destilada pelo motivo dela ficar subcutânea na pele, e ai eu gostaria de saber qual a vantagem de beber água destilada durante o treinamento ao invés de água normal. 
 Abraços de seu aluno,

Mateus Levrone.


Matheus, obrigado por dirigir a mim sua duvida, sinal de confiança e credibilidade ao meu trabalho. A ingestão de água destilada por parte de fisiculturistas foi muito usual nas décadas de 80 a 90, hoje ainda se encontram atletas que fazem uso deste recurso, mas não é necessário para todos os casos. Esta água é desprovida de minerais, porém ela é usualmente utilizada na última semana de preparação para competição para que se elimine qualquer excesso do mineral sódio na corrente sanguínea que por ventura pode ocasionar retenção subcutânea de água e deixar o atleta com aspecto “liso” no dia D. Fora isto, não se deve utilizá-la, pois esta não tem capacidade de hidratar as células e ocasiona um desequilíbrio osmótico que pode levá-lo a problemas decorrentes desta pratica.





Alexandro
Diretor Geral Allextreme

Olá, você poderia desmistificar e objetivar as informações sobre a creatina.
Quanto aos seus benefícios claros? Quanto à dosagem? Quanto à administração dela?
Obrigado.

Gabriel Patriota – 21/10/2008


Caro Gabriel,

Para sua duvida eu escrevi um artigo que consta no site na pagina Artigos “Dicas”. Espero que possa estar suprindo sua duvida quanto a Creatina e seu uso.

Obrigado pela sua participação e estaremos sempre à disposição para quaisquer outras duvidas que surgirem.

Alexandro

Diretor Geral Allextreme


 


Marília Coutinho
Doutora, Ph.D., Socióloga, Bióloga, Pesquisadora,
Escritora, Atleta.

Rodrigo Toyoda – Japão – 18/10/2008

Marilia sou vegetariano , faço musculação todos os finais de semana e as vezes uma ou duas vezes durante a semana, mais não sinto que estou tendo um aumento de massa, sera que e por ser vegetariano, o que voce sugere para isso, podeiria me dizer?


Olá Rodrigo,

Ser vegetariano, em si, não é impedimento para ganho de massa magra. Existem vários fisiculturistas vegetarianos. No entanto, é preciso entender que a proteína vegetal, em geral, tem baixo valor biológico (VB). O VB é um índice que expressa a capacidade do corpo de utilizar os aminoácidos presentes na proteína, conforme a distribuição dos mesmos. No entanto, verificou-se que combinando fontes diferentes de proteína vegetal, alcança-se um aumento do VB da proteína daquela refeição. O segredo, portanto, é misturar grãos e proteínas isoladas.

Abuse do whey: whey é um produto não apenas de altíssimo VB, mas por proporcionar um aumento da sua glutationa, também protege contra o catabolismo. Existem outros suplementos protéicos que você pode usar, como os que contém caseína e também os de soja.

Não esqueça que você deve consumir pelo menos 2,3gPt/kg de peso corporal, alimentar-se de 3 em 3 horas e repor rapidamente carboidratos após o treino.

Boa sorte e bons treinos!

Marilia


Marina Myata – Shizuoka – Jp. 18/10/2008

Gostaria de saber da atleta Marilia Coutinho como e a vida dela como atleta? Vejo que ela esta na faixa dos 40 anos como eu, sera que com a vida agitada aqui do Japão eu conseguiria começar a treinar e ter algum resultado, pois aqui eu trabalho 11horas por dia , treinando apenas nos finais de semana eu poderia chegar a ser uma competidora?


Olá Marina,

Eu sempre digo que a idade está dentro da nossa cabeça. Naturalmente é impossível ser uma ginasta internacionalmente competitiva aos 40, pois esse é um esporte que depende de capacidades funcionais que se perdem rapidamente. No entanto, uma mulher de 40 treinada geralmente terá muito mais força do que uma de 15 (é só olhar os resultados de campeonatos de levantamento de peso). O problema é o seu horário. Treinar nos finais de semana é muito melhor do que não treinar, mas, com toda a sinceridade, é bem difícil produzir performance de alto rendimento (que lhe permita competir e vencer em qualquer modalidade esportiva). Será que é inteiramente impossível negociar um horário de treino durante a semana com seu empregador? Pense nisso. Mas se for mesmo inegociável, ainda assim você pode tirar muito benefício e prazer dos seus treinos semanais.

Marilia


Alessandra – Canoas - 17/10/2008

Ola, Dra. Marilia gostaria de dizer que ganhou uma nova fã. Adorei sua coluna no allextreme e não pude deixar de procurar mais sobre você. Achei muito interessante como voce se tornou uma vegetariana, sera que com essa alimentacao voce não teria uma queda no rendimento do esporte que voce pratica?


Olá Alessandra,

Muito obrigada!

Eu também me preocupei com uma possível queda de rendimento por causa da alimentação vegetariana, confesso. Não foi exatamente uma opção, do tipo “a partir de agora não como mais carne”. Como eu me tornei vegetariana é algo que nem eu tenho uma explicação muito convincente, mas prometo um dia escrever a respeito.

Se esse é o seu caso também, no entanto, boas notícias: não compromete a performance desde que você planeje sua dieta adequadamente. Existem até mesmo fisiculturistas vegetarianos com bons resultados de performance – e olhe que estes atletas dependem de um altíssimo consumo de proteína.

A chave do sucesso é a combinação de diferentes fontes de proteína vegetal, já que de forma geral elas tem baixo valor biológico. Combinadas, no entanto, elas produzem um perfil aminoacídico melhor.

Bons treinos e bom apetite!

Marilia


Pedro – Adamantina – 16/10/2008

Ola! Pratico judô e minha duvida e sobre o uso de suplementos, gostaria de saber quando eu sei que eu necessito usar suplementação e qual seria adequado para meu tipo de esporte?


Olá Pedro,

Obrigada pelo contato. Em primeiro lugar, seria importante saber sua intensidade e freqüência de treino. De maneira geral, minha opinião é que ninguém que pratique seriamente alguma atividade física mais extenuante, e portanto com um desgaste (e catabolismo) maior, deveria consumir menos do que 1,2g/kg de peso corporal em proteína. Para quem treina com pesos, a gente indica não menos do que 2,3g/kg de peso corporal. Eu começaria indicando, portanto, que você utilize whey protein após o treino. Use um scoop junto com alguma fonte de carboidrato de alto índice glicêmico, para repor rapidamente a glicemia (malto-dextrina, dextrose, ou mesmo um suco de frutas). Isso deve dar entre 23-30g de proteína.

Fora isso, eu sempre recomendo o consumo de vitamina C (pelo menos 1g/dia). Vitamina C é um anti-oxidante importantíssimo e um dos suplementos com mais efeito anti-catabólico comprovado. Use essa dose particionada pelo dia, mas não esqueça de tomar logo após o treino.

Dá para complicar bastante o esquema de suplementação, mas eu começaria por aí.

Bons treinos,

Marilia




Lauro Britto
Professor de Musculação
Personal Trainer
Preparador Técnico de Fisiculturismo

Mestre Lauro Britto, sou fisiculturista amador Junior e sei que você e um mestre psico-muscular, você poderia passar alguma técnica de concentração muscular?
“Você pensa. Nós executamos”.

Gabriel Patriota


Gabriel, primeiramente grato pela suas considerações frente a minha pessoa.

Respondendo sua pergunta vou ser bem objetivo para se conseguir uma perfeita concentração neuro-muscular (mente e músculos) é necessário os seguintes passos:

  • Estar motivado para o treino (visualize como quer seu físico)
  • Chegar na academia totalmente concentrado e voltado para o grupo muscular a ser treinado, rotina do treino serie e sobrecarga, não deixe isso para resolver na hora, comece a mentalizar em casa.
  • Treino com musica do seu gosto, de preferência rock, hip-hop e eletrônica, se a academia toca o que você não gosta, compre um mp3.
  • Não converse com ninguém a não ser com seu parceiro de treino.
  • O MAIS IMPORTANTE, Durante as repetições feche os olhos (controle proprioceptivo) visualize mentalmente o músculo treinado se contraindo em todos os seus feixes, mantenha a contração contínua e constante, ou seja, não relaxe o tecido muscular nas fases concêntricas (positiva) e excêntricas (negativa) vais sentir um forte ardume e não pare até a falha total.

Aqui se vale muito da famosa frase: “No Pain No Gain”



Boa tarde me chamo Luciano tenho 26 anos e treino a três anos tenho 22% de gordura e gostaria de fazer um treino para definição muscular, como é o treino e alimentação, alguém poderia me ajudar? Obrigado.

Luciano


Luciano, primeiramente quero deixar claro que este termo "treino para definição" não existe, ou melhor, não deveria existir, isso é um conceito errôneo por parte daqueles mal informados. O que realmente promove definição muscular é qualquer tipo de treinamento (gasto calórico) aliado fundamentalmente em um dieta (déficit calórico) elaborada para cada individualidade metabólica. Sobre tipos de treinamento, a musculação se mostra a mais eficaz por promover aumento do volume muscular o que acarreta em maior gasto calórico basal, ou seja, mesmo em repouso está queimando suas reservas de gorduras, logicamente se estiver seguindo uma dieta elaborada por um profissional competente de acordo com suas características biológicas. Não adianta comprar uma revistinha e seguir aquelas dietinhas pré-elaboradas, isso não funciona efetivamente, opte sempre por um profissional. Abraços e espero que tenha consciência do melhor a fazer.


SETEMBRO 2008


Marília Coutinho
Doutora, Ph.D., Socióloga, Bióloga, Pesquisadora,
Escritora, Atleta.

Ola!
Tenho 48 anos e gostaria de malhar, mais tenho problema de circulação nas pernas. Será que ha algum problema? Não sinto dores apenas inchaço."

Alzira – Salvador - Bahia


Caro internauta, apenas um médico especializado na sua condição (de preferência um cardiologista, que o encaminhará a outro especialista se for necessário) pode realmente responder sua pergunta ("será que há algum problema?"). O inchaço nas pernas pode ser resultado de inúmeros fatores, desde diretamente circulatórios até renais. Em geral, você não só pode, mas deve fazer atividade física e em especial musculação, embora muitos médicos não o saibam. Com o diagnóstico nas mãos, um bom profissional de Educação Física especializado em treinamento resistido pode orientá-lo. Possivelmente, seu treino será adaptado às suas condições de saúde, que precisam ser aferidas por um médico.


 

AGOSTO 2008



Lauro Britto
Professor de Musculação
Personal Trainer
Preparador Técnico de Fisiculturismo
Tenho uma duvida, me disseram que tomar Nitro com ZMA da bons resultados em termos de massa muscular . Você sabe alguma coisa sobre isso? Já comprei os 2! kkk .

Abraço!

Alessandro – Província de Gifu no Japão

Estudos científicos indicaram que pode ocorrer um aumento em até 30% nos níveis de testosterona endógena com o uso da combinação ZMA (mas atenção, isto ocorreu quando houve uma deficiência na ingestão diária desses minerais), o treinamento feito de forma intensiva provoca perda de micronutrientes (vitaminas e minerais) fazendo com que haja uma necessidade de reposição do mesmo em quantidades superiores as pessoas que não estejam engajadas no mesmo nível de treinamento. Neste caso a suplementação destes se faz necessária e de extrema importância. Nitro é mais um nome comercial utilizado pela industria alimentícia para lucrar com seus "milagrosos" produtos. O que deve ficar claro é o seguinte, o aumento de massa muscular depende de balanço calórico positivo, coma mais e gaste menos, média de 500kcal sobrando. Quantidades de proteína, carboidratos e gorduras de acordo com suas necessidades metabólicas, senão, nada feito!



Héverson Gomes
* Formado em Ed. Física.
Pós-graduado em Fisiologia do Exercício.
Prof. De Musculação e Personal Trainer em Sorocaba-SP.
Atleta - Campeão Bodybuilder
Estou treinando já à alguns meses para definir meu abdômem, mais não estou vendo resultados. Vocês poderiam falar de algum método para definir o abdômem?

João Carlos Araraquara/ SP


Só tem uma única forma de definir abdômen e não existe outra, pode fazer 100 abdominais por dia, 2 horas de aeróbio, nada disso dará resultado se não fizer uma dieta de baixas calorias. Enfim, o que define o abdômen é só dieta e nada mais, as outras coisas ajudam, mas são apenas 30%, a dieta 70%.

 

 

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