Aqui
você encontra mais informações
sobre a história do seu esporte:
as regras, os equipamentos, dicas de
treino e os atletas em destaque.
Confira! |
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O
que é Desporto e Esporte |
| Desporto |
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Desporto
ou esporte é uma
atividade física sujeita
a determinados regulamentos e que
geralmente visa a competição
entre praticantes. Para ser esporte
tem de haver envolvimento de habilidades
e capacidades motoras, regras instituídas
por uma confederação
regente e competitividade entre
opostos. Algumas modalidades esportivas
são praticadas mediante
uso veículos ou outras máquinas
que não requerem realizar
esforço, em cujo caso é mais
importante à destreza e
a concentração do
que o exercício físico.
Idealmente o esporte diverte e
entretém, e constitui uma
forma metódica e intensa
de um jogo que tende à perfeição
e à coordenação
do esforço muscular tendo
em vista uma melhora física
e espiritual do ser humano. As
modalidades esportivas podem ser
coletivas, duplas ou individuais,
mas sempre com um adversário.
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Também podemos definir
esporte como um fenômeno
sóciocultural, que envolve
a prática voluntária
de atividade predominantemente
física competitiva com finalidade
recreativa ou profissional, ou
predominantemente
física não competitiva com finalidade de lazer, contribuindo para
a formação, desenvolvimento e/ou aprimoramento físico, intelectual
e psíquico de seus praticantes e espectadores. Além de ser uma
forma de criar uma identidade esportiva para uma inclusão social.
A atividade esportiva pode ser aplicada ainda na promoção da saúde
em âmbito educacional, pela aplicação de conhecimento especializado
em complementação a interesses voluntários de uma comunidade
não especializada. |
| História |
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O esporte
conhecido como é hoje,
ou o Esporte Moderno, toma forma
nas escolas da Inglaterra do século
XVIII, berço do capitalismo.
Cercados pela ideologia capitalista,
a qual prega a ordem, o racionalismo,
a
competição e a iniciativa individual, os alunos das escolas inglesas
desenvolvem um novo formato para os jogos populares de então, dando origem
ao Esporte. Surgem os campeonatos entre as escolas, os clubes e depois as confederações,
instrumentos que paulatinamente vão legitimando a prática esportiva.
Após a consolidação do capitalismo e sua dispersão
por todo o mundo, a instituição esportiva, antes restrita ao mundo
europeu, vai ganhando espaço nos outros continentes. Seguindo a mesma
lógica da voracidade capitalista, o Esporte imiscui-se às culturas
e toma o espaço de práticas populares, veiculando a ideologia capitalista
mundialmente.
Entre outros fatores, pelo seu potencial catártico, que possibilita ao
espectador um bem estar através do processo de transferência de
seus próprios problemas ao ambiente de jogo, o Esporte passa a ser um
grande aglutinador de massas. |
Aproveitando
essa potencialidade do fenômeno,
empresários apropriam-se das diferentes esferas relacionadas ao Esporte:
vestimentas, clubes, acessórios, redes de televisão, dentre outros.
E por sua vez, o Estado também passa a usar do Esporte em busca de popularidade
e projeção internacional.
Unido à mídia corporativa,
interessada em mais espaço
e lucro para seus patrocinadores,
o esporte sofre intensas transformações,
sobretudo na forma como é transmitido.
Acentua-se o caráter espetacular
das competições,
o que se torna visível através
da
presença de telões nos estádios, existência de canais
de televisão especializados no assunto, aumento da prática de “esportes
da moda” e extrema valorização e influência social
dos atletas mais bem sucedidos. Conceituando essa nova fase do esporte, surge
a expressão “Esporte Espetáculo”, modelo atual do fenômeno
aqui tratado.
Para o Doutor em antropologia social Arlei Damo, uma competição
esportiva é "até certo ponto" uma ilusão, pois
não impacta na vida ou dia-a-dia das pessoas, exceto daqueles diretamente
ligados à prática do esporte. |
| Esporte |
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A célebre frase latina
mens sana in corpore sano (mente
sã em corpo são)
ilustra o fato de que o homem sempre
sentiu necessidade de exercitar
seu corpo para poder alcançar
um equilíbrio psíquico
completo.
Em geral se consideram esportes as atividades de recreio ou competitivas que
exigem certa dose de esforço físico ou de habilidade. Podem ser
individuais ou coletivos. No passado só eram considerados esportes as
atividades recreativas praticadas livremente, como a pesca e a caça, em
contraposição aos jogos, competições atléticas
organizadas de acordo com regras determinadas. A distinção entre
esportes e jogos hoje é menos clara, e com freqüência os dois
termos são usados de forma indistinta.
Desde o início, o objetivo
principal do esporte foi a conservação ou o incremento de atributos
físicos como a agilidade ou a
força. |
O esporte ajuda
também
a fomentar certas qualidades espirituais
como a coragem, a disciplina e
a constância. Não
obstante, fica patente também
que a finalidade concreta de toda
atividade desportiva organizada
está em conseguir recordes
- os melhores resultados possíveis
na prática de algum esporte
- ou em derrotar um oponente;
daí a organização
dos campeonatos ou desafios desportivos,
que se realizam a intervalos determinados.
Todo esporte pressupõe um fator de competitividade, que induz o desportista
a lutar e a se esforçar por vencer uma série de dificuldades frente
a um adversário. Normalmente o adversário é um outro desportista,
mas nem sempre é assim, já que às vezes o objeto da luta é vencer
a própria natureza ou enfrentar a sorte. |
| História |
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| Todos os esportes implicam uma
atividade física, e pode-se
supor que derivaram de habilidades
básicas para a caça.
Como formas de interação
social, exibição
de força física e
divertimento, os esportes surgiram
com as civilizações. |
Culturas antigas como a egípcia
e a chinesa já conheciam
alguns esportes, mas essas atividades
alcançaram seu desenvolvimento
máximo na Grécia. |
| Antigüidade clássica |
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Dentre todos
os jogos que se celebravam na
Grécia, os
mais famosos eram os Jogos Olímpicos
- que tinham lugar em Olímpia,
em honra de Zeus. Realizados a
intervalos de quatro anos, ocupavam
um lugar tão importante
na vida do país, que o tempo
era medido pelo intervalo entre
eles. Disputavam-se lutas, corridas
a pé, salto em distância,
lançamento de disco e de
dardo. Não se permitiam
a presença de mulheres,
nem mesmo como espectadoras. Os
vencedores recebiam como prêmio
apenas uma coroa de louros e eram
tidos como heróis.
Um fator que influiu decisivamente
na história do esporte foi a bola.
Egípcios, gregos, persas, romanos e índios americanos estavam
familiarizados com ela.
As primeiras bolas utilizadas
eram simples bexigas cheias de
ar. |
Quando se aperfeiçoaram
as técnicas de trabalho
em couro, foi possível fazer
bolas de vários tamanhos
e formas. Logo se descobriu
como lançá-las mais longe
e com maior força, por meio
de paus ou bastões.
A Grécia foi dominada por Roma em meados do século II a.C. e os
Jogos Olímpicos logo perderam importância, até serem proibidos
pelo imperador Teodósio em 393 da era cristã. Os romanos apreciavam
jogos, mas as disputas atléticas ocupavam lugar secundário. O público
preferia a exibição de violência, em especial a luta, e os
jogos e competições tinham caráter marcadamente militar.
A principal diferença entre a atitude grega e a romana era que os gregos
organizavam seus jogos para os atletas; os romanos para o público. Para
os primeiros, eram antes de tudo uma competição; para os segundos,
entretenimento. |
| Da Idade Média até o
século XIX |
| Após a queda do Império
Romano, as práticas desportivas
sofreram enorme decadência.
Durante a Idade Média verificou-se
uma acentuada diferenciação
entre as atividades das classes
altas e baixas. Enquanto os nobres
se dedicavam a desenvolver suas
aptidões guerreiras em torneios
e combates, além de praticar
a equitação e a caça,
o povo tinha grande apego aos |
jogos de bola.
No Renascimento
continuaram a ser cultivadas
as mesmas atividades desportivas.
Não obstante, houve um abrandamento
na violência dos torneios,
em consonância com as novas concepções humanistas. |
| Mundo moderno |
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O esporte como tal renasceu na
Europa no século XIX. A
crescente aglomeração
populacional nas cidades propiciou
o interesse pelas atividades físicas,
e a existência de uma população
estável possibilitou a formação
de equipes e a organização
de competições segundo
regras determinadas, regidas por órgãos
locais ou nacionais (federações,
comissões).
Além disso, surgiram novos esportes, uns motivados pelo desejo de contato
com a natureza, esqui, montanhismo, e outros pela invenção de veículos
como a bicicleta e o automóvel. O progresso das comunicações,
fosse por ferrovias, rodovias ou vias aéreas, favoreceu também
as associações desportivas no plano nacional e internacional.
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O renascimento dos Jogos Olímpicos,
em 1896, deu grande impulso às
competições internacionais.
Seu artífice foi um francês,
o barão Pierre de Coubertin,
que os concebeu com caráter
amadorístico e formulou
a célebre máxima "o
importante não é vencer,
mas competir". Para promover
os Jogos Olímpicos criou-se
um Comitê Olímpico
Internacional, ao qual caberia
ainda garantir que os Jogos continuassem
norteados
pelo espírito que inspirou seu renascimento e incentivar o desenvolvimento
do esporte. Além disso, cada país que desejasse participar dos
Jogos Olímpicos deveria ter um comitê olímpico nacional independente
e autônomo, voltado para o desenvolvimento e a promoção do
movimento olímpico e do esporte amador nesse país. |
| Profissionalismo |
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| O esporte olímpico tem-se
caracterizado tradicionalmente
por uma suposta ausência
de interesses materiais, o que
deu origem ao problema do profissionalismo.
Sempre se distinguiu entre o esporte
amador e o profissional. O esportista
amador, em uma definição
esquemática, é o
que compete unicamente por amor
ao esporte, enquanto o profissional
o faz por dinheiro. O problema
dessas definições
está em que, quando se pretende
alcançar um alto nível
de competitividade fica difícil
combinar a prática desportiva
com outra atividade, e isso tem
contribuído para que cresça
cada vez mais o número de
desportistas profissionais. Os
profissionais, antes barrados de
um modo ou de outro nas competições
olímpicas, passaram a ser
aceitos praticamente sem restrições
nos Jogos de 1992, em Barcelona. |
A polêmica acerca da profissionalização
no esporte baseia-se com freqüência
na suposição de que
o único objetivo do desportista
profissional é o econômico,
pressuposto que não se aplica
a outras esferas. Assim, por exemplo,
são muitas as pessoas que
praticam a música por amadorismo;
no entanto, considera-se perfeitamente
lógico que alguém
decida tornar-se músico
profissional, o que não
implica desprezar a música,
mas, antes, poder dedicar-se em
tempo integral. O debate sobre
a profissionalização,
portanto, decorre menos de uma
questão ética quanto
de uma dificuldade prática
em estabelecer distinção
clara entre o campo profissional
e o amador.
Exemplo:
• Jogos Olímpicos
• Jogos Pan-Americanos |
Fontes e referências:
www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/profissoes/esporte.html
Dante
Gresco. As razões
do esporte. National Geographic
Brasil. Junho de 2007 |
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