SAÚDE
Tabagismo
Além
de oferecer risco de câncer,
o hábito de fumar também
está associado e é um
importante fator de risco, segundo
a SBC, das doenças do coração,
aterosclerose e hipertensão
arterial. O uso de cigarros está ainda
fortemente associado ao aparecimento
de infarto do miocárdio, acidente
vascular encefálico (derrame
cerebral), doenças arteriais
periféricas e inúmeros
outros problemas de saúde.
Mulheres que fumam durante a gravidez prejudicam seus filhos,
que nascem com baixo peso e correm um risco maior de morte prematura. "O
fumo não faz bem a ninguém e todos os fumantes
devem fazer todo o esforço possível para parar
de fumar e proteger aqueles que não fumam", diz,
categórica, a SBD em seu site, que informa que existem
cerca de 4.700 substâncias tóxicas no cigarro. A
SBD lembra ainda que a cada 8 segundos uma pessoa morre de doença
tabaco-relacionada e, quase tão rapidamente outra vítima é recrutada.
De acordo com a OMS, o consumo de tabaco atingiu a proporção
de uma epidemia global, atingindo seu pico entre homens na maioria
dos países desenvolvidos e agora se difundindo entre homens
e mulheres de todos os países. Segundo a OMS, existem
aproximadamente 1,1 bilhão de fumantes em todo o mundo,
representando cerca de um terço da população
global acima de 15 anos. Atualmente, o tabaco é responsável
pela morte de 3 milhões de pessoas anualmente em todo
o mundo, ou seja, 6% de todas as mortes.
Em 31 de maio comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco, e, neste
ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS)
o dedicou ao tema "Mídia Sem Tabaco". O objetivo
principal é criar mecanismos de ações políticas
que visem o banimento da propaganda e promoção
do tabaco.
A SBD reconhece que o tabaco gera gravíssimos problemas
de saúde pública e vem alertando a população
para os objetivos perniciosos da indústria tabaqueira,
entre eles fazer passar a idéia de que o uso do tabaco é uma
decisão e um comportamento individual. "O problema é que,
com essa atitude, as atividades da indústria do fumo pretendem
ficar completamente isentas de culpa.
Eles supõem que as pessoas tomam decisões em um
estado de vácuo, completamente sem influências do
meio ambiente em que vivem, incluindo a indústria da propaganda
e do marketing. As propagandas do tabaco e seu uso na indústria
dos entretenimentos e esportes projetam imagens de fumantes amáveis
e charmosos, e, pior ainda, com aparência saudável.
A ilusão ajuda a indústria do tabaco a vender um
produto que mata", acusa a Associação em seu
site na Internet.
Indo mais longe, a SBD lembra que, até o ano 2000, o tabaco
já provocou a morte de 4 milhões de pessoas e que "a
indústria do tabaco e seu marketing enganoso necessita
de 11 mil novos fumantes por dia para substituir os que são
mortos. Os seus alvos principais são as crianças
e os adolescentes, para quem eles vendem a dependência
química e a morte como se fossem um ato de liberdade,
rebeldia, livre escolha, sofisticação e sucesso".
A SBC recomenda alguns passos iniciais para aqueles que fumam
e desejam ter uma vida mais saudável e com menos riscos:
pensar no assunto; tomar a decisão de parar de fumar;
reduzir o número de cigarros gradualmente ou parar de
uma vez; não ficar com o maço de cigarros; adquirir
confiança de que é capaz de parar e ir sentindo,
aos poucos, os benefícios para saúde e para o bolso.
Além disso, a SBD recomenda que as pessoas que fumam protejam
o ambiente das que não fumam, o que também é previsto
em lei. Organizar "fumódromos" nos locais de
trabalho e nunca fumar diante de uma criança, nem mesmo
quando estiver em casa, são atitudes que devem ser estimuladas
e que contribuem para a saúde de toda a população.
Nas fases mais difíceis do processo de abandono do vício,
devido à abstenção de nicotina na circulação
sangüínea, recomenda-se que: se respire profundamente,
inspirando e expirando lentamente; beba-se muita água
durante o dia, especialmente durante a fase de 'fissura'; faça-se
algo que mantenha a mente afastada da ansiedade causada pela
falta de niticotina; afaste-se o máximo possível
da carteira de cigarros. Alguns métodos vêm sendo
aplicados com sucesso pelos médicos: reposição
de nicotina com discos adesivos via transdérmica, auto-ajuda,
acupuntura, terapia (muito do vício é psicológico),
etc. A prevenção da recaída também
deve acontecer, pois 85% dos ex-fumantes voltam a fumar em seis
meses.